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Metodologia aberta

ROIC — Retorno sobre o Capital Investido

ROIC — Retorno sobre o Capital Investido

Fórmula: ROIC = NOPAT / Capital Investido Médio

Nenhuma etapa é caixa-preta. Cada número intermediário (NOPAT, capital investido, alíquota efetiva) fica gravado com a conta CVM de origem e pode ser reconstruído por qualquer pessoa a partir dos arquivos públicos da CVM.

Passo 1 — NOPAT

NOPAT = EBIT × (1 − alíquota efetiva)

  • EBIT = conta CVM 3.05 da DRE consolidada ("Resultado Antes do Resultado Financeiro e dos Tributos"). Não recalculamos EBIT "ajustado": usamos o que a companhia reportou no plano de contas padronizado.
  • Alíquota efetiva = −(conta 3.08) / (conta 3.07) — IR/CSLL sobre o lucro antes dos tributos. O sinal negativo existe porque a despesa de IR vem negativa na DRE.
  • Travas declaradas (cada uma gera flag visível no dado):
  • LAIR ≤ 0 (prejuízo antes do imposto): alíquota efetiva perde o sentido; usamos a marginal de 34% com flag aliq_fallback_34.
  • Alíquota efetiva negativa (crédito fiscal): travada em 0%, flag aliq_travada_0.
  • Alíquota efetiva acima de 45%: travada no teto, flag aliq_travada_45.

Passo 2 — Capital Investido

Capital Investido = Dívida Bruta + Patrimônio Líquido Total − Caixa − Aplicações Financeiras

  • Dívida bruta = 2.01.04 (empréstimos e financiamentos circulantes) + 2.02.01 (não circulantes). Inclui debêntures e, a partir de 2019, arrendamentos (IFRS 16) — ver limitações.
  • PL total = 2.03, incluindo participação de não controladores (o EBIT também é de todo o grupo consolidado — numerador e denominador coerentes).
  • Caixa = 1.01.01; Aplicações financeiras = 1.01.02.
  • Média: usamos a média entre o capital no fim do ano anterior e no fim do ano corrente. No primeiro ano da série não há ano anterior: usamos só o valor final, com flag capital_final_sem_media.
  • Capital investido ≤ 0: o ROIC não é publicado (flag capital_investido_nao_positivo) — dividir por capital negativo produz número sem sentido econômico.
  • |ROIC| > 200%: publicado, mas com flag roic_extremo — quase sempre holding com capital investido minúsculo ou empresa em recuperação judicial. O número é real (não é erro de conta); o denominador é que é pequeno demais para o índice significar "retorno operacional" no sentido usual.

Por que o nosso ROIC difere de outros sites

Uma auditoria externa (13/09/2026) cruzou o nosso ROIC de 2025 com o "ROIC atual" de dois sites conhecidos: WEG 38,5% aqui contra 25,7% e 24,3% lá; Vale 6,6% aqui contra 1,6% e 18,1% lá. O ROE das mesmas companhias bateu nas três fontes. A diferença está toda na definição, e por isso ela está escrita acima, conta a conta:

  • Janela. O nosso é do exercício fechado (2025); os outros usam os últimos 12 meses até o trimestre mais recente. Só isso já muda o numerador.
  • Alíquota. Usamos a efetiva do ano (IR/CSLL sobre o LAIR), com as travas declaradas; muitos sites usam 34% fixo ou o lucro líquido no lugar do NOPAT.
  • Capital investido. Somamos dívida bruta e PL total e tiramos caixa e aplicações, na média do ano, com goodwill. Sites que excluem caixa "operacional", tiram goodwill ou usam só o valor final chegam a outro denominador — e o denominador é o que mais mexe no ROIC de holding, de concessionária e de quem fez aquisição grande.

Não há um "ROIC universal". O que há é uma fórmula reprodutível, e a seta ao lado de cada número na página da companhia leva às contas da CVM que entraram nela.

Escolhas de metodologia (e por quê)

  1. Goodwill permanece no capital investido. Medimos o retorno sobre o capital que os acionistas de fato empregaram, incluindo o que foi pago em aquisições. Um "ROIC ex-goodwill" pode ser adicionado no futuro como indicador separado — nunca trocado em silêncio.
  2. Não excluímos "caixa operacional mínimo". Toda exclusão dessas é arbitrária; preferimos a fórmula reprodutível.
  3. IFRS 16 (2019): a conta 2.01.04/2.02.01 passou a incluir arrendamentos, e o EBIT também mudou de composição. Comparações que cruzam 2018→2019 têm uma quebra estrutural conhecida — está documentado aqui em vez de escondido.
  4. Financeiras (bancos, seguradoras) estão fora. O conceito de capital investido não se aplica a balanço bancário; nessas, só ROE fará sentido.

Fonte e verificação

  • Dados: DFP consolidada, portal de dados abertos da CVM (licença ODbL).
  • Todo número passa pela bateria de invariantes (pytest testes/) antes de ser publicado: balanço fecha, DRE fecha, escala plausível, série sem furo silencioso, reapresentações registradas, valores extremos flagados.

Fontes: CVM (dados abertos, ODbL) e B3 (COTAHIST). Não afiliado à B3 nem à CVM. Não é recomendação de investimento.

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