Dados B3 › Quando o balanço existe · English
Todo mundo lembra de defasar o preço. Quase ninguém defasa o BALANÇO — e é por aí que entra o look-ahead mais silencioso que existe, porque o resultado do backtest melhora sem que nada pareça errado.
5.673 demonstrações anuais com data de referência e data de recebimento pela CVM. Mínimo 26 dias, máximo 3000.
| faixa | documentos | % |
|---|---|---|
| até 60 dias | 1.154 | 20,3% |
| 61 a 90 dias | 3.484 | 61,4% |
| 91 a 120 dias | 447 | 7,9% |
| 121 dias a 1 ano | 427 | 7,5% |
| mais de 1 ano | 161 | 2,8% |
O maior intervalo da base é o Itaú de 2011, constando recebido em 2020 — 3.000 dias. Isso NÃO é atraso de arquivamento original: é REAPRESENTAÇÃO, o exercício sendo republicado anos depois. Atraso de publicação e republicação são coisas diferentes, e juntá-las infla o argumento. Registramos as duas separadamente.
O múltiplo usa o preço do PRIMEIRO pregão em ou após a data de recebimento pela CVM — não o preço de 31/12. Em média, 1,3 dia entre a publicação e o pregão usado: não é "algum dia depois", é o primeiro disponível. São 3.957 múltiplos anuais calculados assim.
E o que isso NÃO resolve, dito de uma vez: defasar o balanço corrige o descasamento entre preço e demonstração. Não corrige viés de sobrevivência, nem universo histórico, nem delisting — esses continuam por conta de quem usa.
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